Fecha o dossiê com identificação, score composto explicado eixo por eixo, riscos pontuados, contrapontos e síntese de cada seção.
Score geral 41/100
74 promessas aferidas
Dilma Vana Rousseff
36ª presidente da República · 1º/1/2011 – 31/8/2016
Dilma I (2011–2014)
Dilma II (2015–2016, interrompido)
Economista formada pela UFRGS, militou na resistência à ditadura militar, foi presa e torturada entre 1970 e 1972. Secretária estadual de Energia no Rio Grande do Sul, tornou-se ministra de Minas e Energia (2003–2005) e ministra-chefe da Casa Civil (2005–2010), quando coordenou o PAC. Indicada por Lula, foi eleita em 2010 e reeleita em 2014. Sofreu impeachment aprovado pelo Senado em 31 de agosto de 2016 por crime de responsabilidade fiscal, mantendo os direitos políticos por decisão da própria Casa.
O que recebeu em 2011: Assume em 2011 com PIB de 7,5% em 2010, desemprego em queda, reservas internacionais elevadas, Bolsa Família consolidado, crédito público em expansão e estímulos fiscais herdados do enfrentamento da crise de 2008.
Score geral de gestão
41
Índice composto de 0 a 100 calculado sobre os dados deste dossiê. Mede o acervo, não a pessoa, e não expressa preferência política.
Entrega de promessas
32
Peso 30%
11 promessas cumpridas integralmente e 25 parciais em 74 aferidas.
Por que esse resultado
Como foi avaliado: Cumpridas integralmente valem 1 ponto; cumprimento parcial vale 0,5; não cumprida vale 0. O resultado é a média sobre as promessas aferidas.
Nenhuma condenação criminal, uma decisão institucional (impeachment), uma absolvição no TSE e desconto pelos escândalos de grande escala apurados no período.
Por que esse resultado
Como foi avaliado: Conta processos, decisões, absolvições e investigações da ficha corrida. Ausência de condenação criminal pesa a favor; escândalos documentados no período pesam contra.
Recessão de 2015–2016: duas quedas consecutivas de PIB, com inflexão iniciada dentro do próprio mandato.
IPCA de 10,67% em 2015, acima do teto da meta, com componente de represamento tarifário decidido em 2012–2014.
Desemprego saindo de 4,8% (2014) para cerca de 11,5% (2016).
Impeachment aprovado por crime de responsabilidade fiscal — questão institucional documentada, não condenação criminal.
Escândalos de grande escala apurados no período na Petrobras, ainda que sem imputação criminal à presidente.
Promessas centrais da campanha de 2014 contrariadas pelo ajuste de 2015.
Contrapontos documentados
Nenhuma condenação criminal, em nenhuma instância, até 2026.
Absolvição da chapa no TSE em 2017.
Marcos legais de transparência e anticorrupção sancionados no mandato (LAI, 2011; Lei Anticorrupção, 2013).
Saída do Brasil do Mapa da Fome da FAO em 2014.
Parte relevante da deterioração econômica responde ao fim do ciclo internacional de commodities.
O acervo em números
10
Episódios na cronologia
7
Anos de série econômica
66
Frases catalogadas
74
Promessas aferidas
2
Planos analisados
12
Manifestações externas
3
Recortes de estudo
6
Registros na ficha
Síntese seção por seção
Cronologia
Três fases: herança de 2010, desaceleração com estímulo em 2011–2014 e ajuste com recessão em 2015–2016.
Indicadores
Crescimento médio de 2,35% em Dilma I e retração acumulada de ≈6,8% em 2015–2016.
Frases
Registro literal com contexto, separando gafe de posição política e de defesa institucional.
Promessas
18 compromissos aferidos das campanhas de 2010 e 2014, com selo de cumprimento.
Planos
Dois planos registrados no TSE, lidos eixo por eixo com índice de execução.
Internacional
12 manifestações externas, do reconhecimento de 2011 às críticas de 2015 e às reações ao impeachment.
Estudos
Recortes dos estudos do acervo aplicados ao período 2011–2016.
Ficha corrida
Seis registros: uma decisão institucional, uma absolvição, investigações sem denúncia e uma alegação sem evidência.
Metodologia
Mesmos critérios do dossiê principal, inclusive a regra de que investigação não é culpa.
Condição final: o mandato combina marcos legais de transparência e programas sociais executados com a recessão mais profunda da série e um afastamento por crime de responsabilidade fiscal. Não há condenação criminal contra a ex-presidente até 2026, e a deterioração econômica tem componente externo relevante — o que não anula as decisões domésticas de 2012–2014 que aparecem na cronologia. Veja o elo com o legado transferido em 2010.