Documento de encerramento · condição final do acervo

Relatório final

Painel dos índices atuais com semáforo de risco, ficha de identificação, biografia e a síntese de tudo que o site apurou entre 1999 e 2026.

Índices atuais — 2026

6 indicadores em nível crítico
  • Dívida bruta (DBGG)

    Crítico

    81,9% do PIB

    Acima da mediana de emergentes; trajetória ainda ascendente.

  • Déficit nominal

    Crítico

    9,99% do PIB

    Puxado por juros nominais de 8,8% do PIB.

  • Selic

    Crítico

    14% ao ano

    Política monetária restritiva encarece a própria dívida.

  • IPCA 12 meses

    Atenção

    4,44%

    Colado no teto da banda (4,5%).

  • M4 (agregado amplo)

    Crítico

    ≈ R$ 14,1 tri (dez/2025)

    Expansão de ~27x desde 1999 (R$ 0,52 tri); base monetária ampliada financia dívida.

  • M1 (moeda em circulação)

    Atenção

    ≈ R$ 0,72 tri (dez/2025)

    Crescimento nominal contínuo, com salto em 2020.

  • Poder de compra do real

    Crítico

    21,5% do de 1999

    R$ 100 de 1999 compram o equivalente a R$ 21,46 em 2025 (IPCA acumulado de 366%).

  • Câmbio médio

    Atenção

    R$ 5,45/US$ (2025)

    Depreciação de 3,0x contra o dólar desde 1999 (R$ 1,815).

  • Desemprego

    Sob controle

    5,4%

    Mínimas históricas da série PNAD.

  • Endividamento das famílias

    Atenção

    49,8% da renda

    Inadimplência PF em 5,6% no crédito livre.

  • Juros do crédito livre (PF)

    Crítico

    62,8% ao ano

    Custo privado do dinheiro em nível punitivo.

  • Informalidade

    Atenção

    38,1%

    Subutilização em 14,5% da força de trabalho.

M4 passou de R$ 0,52 tri em 1999 para R$ 14,1 tri em 2025 (27.1x), e R$ 100 de 1999 compram, em 2025, o equivalente a R$ 21,5 — ver séries M1 a M4 e câmbio.

Foto oficial de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Foto oficial da Presidência da República (Ricardo Stuckert/PR), Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0.

Score geral de gestão

28/100

Índice calculado a partir dos dados do próprio acervo — entrega de promessas, integridade e escândalos da ficha corrida (processos anulados continuam contando, porque anulação não é absolvição), risco fiscal e monetário de 2026, situação judicial documentada e percepção externa. Não é juízo político.

  • Entrega de promessas40/100 · peso 25%

    81 de 201 promessas cumpridas integralmente; 120 ficaram parciais ou não cumpridas.

    Por que esse resultado

    Como foi avaliado

    Promessas cumpridas integralmente ÷ total catalogado × 100 = 81 ÷ 201 × 100 = 40. Cumprimento parcial não pontua: parcial é não cumprir integralmente.

    De onde vem o dado

    Programas registrados no TSE (2002, 2007, 2022), discursos de campanha e aferição item por item com dado oficial ou decisão pública.

    Caminho para conferir

  • Integridade e escândalos no entorno0/100 · peso 30%

    17 processos e inquéritos catalogados (7 contra ele, 10 no entorno): 3 condenações anuladas — anulação não é absolvição —, 1 condenações definitivas, 3 casos em curso e 12 pessoas do círculo com condenação registrada.

    Por que esse resultado

    Como foi avaliado

    100 menos os descontos da ficha corrida: condenação anulada −14 (×3), condenação definitiva −10 (×1), caso em curso −8 (×3), punibilidade extinta −4 (×1), pessoa do círculo com condenação −3 (×12), processo direto −2 (×7). O piso é 0.

    De onde vem o dado

    STF, STJ, TRF-4, MPF/PGR, PF, TCU e CPI, mais os levantamentos de imprensa (ÉPOCA 2017, Gazeta do Povo 2021). Anulação por incompetência do juízo não apaga o fato documentado, por isso continua descontando.

  • Risco fiscal e monetário29/100 · peso 25%

    6 indicadores de 2026 em nível crítico e 5 em atenção; M4 multiplicou 27.1x desde 1999.

    Por que esse resultado

    Como foi avaliado

    100 − [(críticos × 100 + atenção × 50) ÷ total de índices] = 100 − [(6 × 100 + 5 × 50) ÷ 12] = 29. Cada índice em vermelho pesa o dobro de um índice amarelo.

    De onde vem o dado

    Banco Central (Selic, M1–M4, câmbio), IBGE (IPCA, PIB, desemprego) e Tesouro Nacional (dívida bruta, resultado nominal), com o semáforo de 2026.

    Caminho para conferir

  • Situação judicial documentada58/100 · peso 10%

    2 decisões judiciais e 1 investigações/denúncias registradas em 12 eventos de compliance.

    Por que esse resultado

    Como foi avaliado

    100 − [(decisões × 2 + investigações) ÷ eventos] × 100 = 100 − [(2 × 2 + 1) ÷ 12] × 100 = 58. Mede densidade judicial dos eventos, não culpa.

    De onde vem o dado

    Eventos de compliance estruturados a partir de decisões, denúncias e relatórios oficiais, cada um com estado da informação e score de confiança da fonte.

  • Percepção externa51/100 · peso 10%

    22 de 45 manifestações internacionais catalogadas têm tom crítico.

    Por que esse resultado

    Como foi avaliado

    100 − (manifestações críticas ÷ total) × 100 = 100 − (22 ÷ 45) × 100 = 51.

    De onde vem o dado

    Declarações de governos e organismos, comunicados oficiais e análises de imprensa e think tanks estrangeiros, cada registro com citação e fonte primária.

    Caminho para conferir

Riscos pontuados

  • Ficha corrida: 17 processos e inquéritos no acervo — 7 com ele como réu ou investigado direto. 3 condenações foram anuladas por incompetência do juízo de Curitiba, e anulação não é absolvição de mérito: os 580 dias de prisão, as provas e os fatos continuam registrados.
  • Escândalos ao redor: 1 condenações definitivas e 12 pessoas do círculo político, partidário, empresarial e familiar com condenação registrada (mensalão e Lava Jato), incluindo 5 familiares citados em investigações.
  • Volume de acusação: levantamento da ÉPOCA (2017) contabiliza 3.000 evidências em 13 casos e R$ 82 milhões em vantagens indevidas apontadas — acusação, não sentença, mas exposição documentada a risco.
  • Casos abertos: 3 processos/inquéritos ainda em curso e 1 com punibilidade extinta sem julgamento de mérito.
  • Fiscal: 6 índices em vermelho no semáforo de 2026 (dívida bruta, déficit nominal e juros no topo da lista).
  • Monetário: expansão de M4 de R$ 0,52 tri (1999) para R$ 14,1 tri (2025) e perda de poder de compra — R$ 100 de 1999 valem R$ 21,5 em 2025 (IPCA acumulado, IBGE).
  • Institucional: 1 investigações/denúncias e 1 alegações sem evidência suficiente exigem leitura evento por evento.
  • Execução: 120 promessas sem cumprimento integral, risco de reincidência de metas repetidas entre campanhas.
  • Reputacional externo: 22 manifestações críticas de imprensa, think tanks e governos estrangeiros.

Luiz Inácio Lula da Silva

Nascimento
27 de outubro de 1945 — Caetés (PE)
Filiação
Partido dos Trabalhadores (PT), fundador em 1980
Cargos
Presidente da República 2003–2006, 2007–2010 e 2023–2026
Antes da política
Metalúrgico e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (1975–1981)
Eleições disputadas
Candidato presidencial em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 — eleito em 2002, 2006 e 2022

Biografia

Nasceu em Caetés, no agreste pernambucano, e migrou com a família para o litoral paulista em 1952. Formou-se torneiro mecânico no Senai e entrou no ABC industrial, onde chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo em 1975.

Liderou as greves de 1978–1980, foi preso pelo regime militar sob a Lei de Segurança Nacional e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980 e da Central Única dos Trabalhadores em 1983. Elegeu-se deputado federal constituinte em 1986 pelo estado de São Paulo.

Disputou a Presidência em 1989, 1994 e 1998 sem vencer. Em 2002 foi eleito no segundo turno com a “Carta ao Povo Brasileiro” como compromisso de continuidade macroeconômica, e reelegeu-se em 2006 já sob o desgaste do escândalo do Mensalão.

Deixou o cargo em 2010 com aprovação recorde e uma economia beneficiada pelo ciclo de commodities. A partir de 2014 foi alvo da Operação Lava Jato: condenado em 2017 e 2018 no caso do tríplex do Guarujá e no caso do sítio de Atibaia, cumpriu 580 dias de prisão em Curitiba entre abril de 2018 e novembro de 2019.

Em 2021 o STF anulou as condenações por incompetência da 13ª Vara de Curitiba e declarou a suspeição do juiz que o julgou — decisão processual, sem julgamento de mérito sobre os fatos. Recuperou os direitos políticos, venceu a eleição de 2022 no segundo turno e assumiu o terceiro mandato em 1º de janeiro de 2023.

O terceiro mandato combina desemprego em mínimas históricas e a saída do Mapa da Fome da FAO com dívida bruta perto de 82% do PIB, Selic de 14% e uma política externa que dividiu a percepção internacional entre protagonismo climático e alinhamentos contestados.

O acervo em números

  • 26

    Episódios auditados

  • 201

    Promessas aferidas

  • 81

    Cumpridas integralmente

  • 120

    Não cumpridas integralmente

  • 97

    Frases catalogadas

  • 45

    Manifestações externas

  • 22

    Críticas internacionais

  • 17

    Processos mapeados

  • 20

    Pessoas no mapa de vínculos

  • 7

    Estudos integrais

Síntese seção por seção

  • Cronologia auditada 1999–2026

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    Nenhum resultado do período tem autoria única. A estabilidade macroeconômica foi herdada (Real, metas de inflação, LRF), a bonança de 2003–2010 veio em grande parte do ciclo externo de commodities e do crédito, o combate à fome e a expansão do ensino superior são mérito direto de decisão de governo, e a fatura fiscal e institucional foi transferida para os anos seguintes.

  • Indicadores oficiais

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    Carga tributária, IPCA, PIB, salário mínimo, setor externo e agregados monetários mostram dois padrões: ganho real consistente do salário mínimo e queda do poder de compra da moeda. O real de 1999 vale hoje cerca de 28% do que valia, e o agregado M4 saiu de aproximadamente R$ 0,75 trilhão em 2002 para cerca de R$ 14,9 trilhões em 2026.

  • Catálogo de frases

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    Frases datadas e com fonte, das declarações econômicas às falas de conteúdo discriminatório, cada uma com o dispositivo legal correspondente quando o enquadramento existe (Lei 7.716/89, Lei 14.532/23, CP art. 140 §3º, Lei 13.146/15, entre outros). O enquadramento indica a norma aplicável, não condenação.

  • Promessas aferidas

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    Cada compromisso de campanha recebe selo de cumprimento com critério estrito: cumprimento apenas parcial conta como não cumprido integralmente. O padrão é constante nos três mandatos — metas sociais quantificáveis avançam, metas fiscais, tributárias e de reforma estrutural ficam pelo caminho.

  • Planos de governo

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    Índice de execução por eixo dos programas registrados no TSE em 2002, 2007 e 2022. Eixos de estabilidade, contratos e combate à fome têm execução alta; eixos de reforma tributária estrutural, previdência, segurança pública e transição ecológica ficam abaixo da metade.

  • Percepção internacional

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    O acervo reúne manifestações favoráveis (FMI, ONU, agenda climática, retorno ao multilateralismo) e críticas (The Economist, Foreign Affairs, Zelensky, Milei, Israel, Venezuela 2024–2025). Reconhecimento externo alto na pauta climática, desgaste crescente nas posições sobre regimes autoritários.

  • Ficha corrida e vínculos

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    Processos, denúncias, condenações anuladas e 580 dias de prisão, com o acervo probatório levantado pela imprensa (≈3 mil evidências, 13 casos, R$ 80 milhões apontados como propina em 2017) e o desfecho de cada ação. Anulação por incompetência de foro não é absolvição de mérito, e denúncia não é condenação.

  • Estudos integrais

    abrir seção

    Sete estudos convertidos para leitura direta, com método declarado e fontes exclusivamente oficiais, cobrindo moeda, custo de vida, tributação, saúde, segurança, setor externo e integridade pública.

  • Três mandatos (2003–2006, 2007–2010, 2023–2026) analisados sob critério único: fato, causa, atribuição e contraponto, com a mesma exigência probatória para resultados favoráveis e desfavoráveis.
  • Há resultado positivo documentado com atribuição alta em segurança alimentar, política de valorização do salário mínimo e expansão do acesso ao ensino superior.
  • Há resultado majoritariamente herdado no arcabouço de estabilidade (Real, metas de inflação, Lei de Responsabilidade Fiscal) e majoritariamente externo no ciclo de commodities de 2003–2010.
  • Há resultado negativo documentado na trajetória fiscal e no poder de compra da moeda, com atribuição parcial ou multicausal conforme o período.
  • Há custo institucional documentado (Mensalão, Lava Jato, Odebrecht, Pasadena, descontos no INSS) com desfechos judiciais distintos, incluindo condenações anuladas por incompetência de foro — anulação registrada como anulação, não como absolvição.
  • Nenhuma nota única é emitida: o painel final é multidimensional e cada linha carrega evidência, atribuição e ressalva próprias.

Situação herdada em cada posse

O retrato do país no dia da posse separa herança recebida de resultado produzido.

1º de janeiro de 2003

Mandato 1

IPCA do ano anterior
12,53% (2002)
Carga tributária
35,53% do PIB (2002, série RFB)
PIB do ano anterior
+3,1% (2002)
Salário mínimo
R$ 200 (2002)
Agregado M4
≈ R$ 0,75 trilhão (2002)
Câmbio e risco
Desvalorização e risco-país elevados na transição eleitoral

Recebido pronto

  • · Plano Real e estabilização monetária
  • · Regime de metas de inflação (1999) e câmbio flutuante
  • · Lei de Responsabilidade Fiscal (2000)
  • · Programas de transferência precursores do Bolsa Família (Bolsa Escola, Auxílio Gás, Cartão Alimentação)
  • · Marcos regulatórios de energia e telecomunicações pós-privatizações
  • · Acordo em vigor com o FMI

Contexto internacional: Pós-crise argentina, aversão global a risco emergente, commodities ainda em patamar baixo.

1º de janeiro de 2007

Mandato 2

IPCA do ano anterior
3,14% (2006)
Carga tributária
33,36% do PIB (2006)
PIB do ano anterior
+4,0% (2006)
Salário mínimo
R$ 350 (2006)
Setor externo
Superávit comercial e acúmulo de reservas em curso
Passivo político
Desgaste do Mensalão (AP 470 em instrução)

Recebido pronto

  • · Bolsa Família já unificado e em escala
  • · Política de valorização do salário mínimo iniciada no primeiro mandato
  • · Ciclo de commodities em aceleração
  • · Reservas internacionais em trajetória de alta

Contexto internacional: Liquidez global abundante até 2008, seguida pela crise financeira internacional.

1º de janeiro de 2023

Mandato 3

IPCA do ano anterior
5,79% (2022)
Carga tributária
31,2% do PIB (2022, série STN)
PIB do ano anterior
+3,0% (2022)
Salário mínimo
R$ 1.212 (2022)
Emprego
Desemprego em queda desde o pico de 2021
Fiscal
Teto de gastos vigente e dívida bruta acima de 70% do PIB

Recebido pronto

  • · Teto de gastos (EC 95/2016), depois substituído pelo novo arcabouço fiscal
  • · Reforma da Previdência de 2019
  • · Autonomia formal do Banco Central (2021)
  • · Auxílio Brasil, convertido em Bolsa Família
  • · Marco legal do saneamento e concessões em andamento
  • · Efeitos residuais da pandemia sobre saúde, educação e contas públicas

Contexto internacional: Juros elevados nos EUA, guerra na Ucrânia, tensão comercial China–Ocidente, agenda climática em alta.

Matriz de causalidade

Cada resultado é separado em fato, causa, atribuição e contraponto — o mesmo roteiro para resultados positivos e negativos.

  • positivo documentadoalta atribuicao ao governoimpacto estruturalMandatos 1–2 e 3

    Fato · Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO (2014 e novamente em 2025).

    Causa · Unificação e expansão da transferência de renda, compras públicas de alimentos, ganho real do mínimo e recomposição do orçamento social no terceiro mandato.

    Contraponto · Programas precursores existiam antes de 2003; a renda agregada também respondeu a emprego e safra; a saída de 2014 foi revertida em 2018–2022 e reconquistada depois.

    Fonte: FAO — relatório SOFI · confiança 95/100

  • positivo documentadoalta atribuicao ao governoimpacto altoMandatos 1–3

    Fato · Ganho real acumulado do salário mínimo ao longo dos três mandatos.

    Causa · Regra de valorização (INPC + PIB de dois anos antes) sancionada e renovada por decisão do Executivo, com apoio do Congresso.

    Contraponto · A regra depende do crescimento do PIB, que é multicausal; parte do ganho é mecânica quando o ciclo externo é favorável.

    Fonte: DIEESE / legislação federal · confiança 85/100

  • resultado mistomulticausalimpacto altoMandatos 1–2

    Fato · PIB cresceu em média mais rápido entre 2004 e 2010 do que na década anterior.

    Causa · Ciclo de commodities, liquidez global, expansão de crédito e bancos públicos, consumo das famílias e estabilidade macro herdada.

    Contraponto · Termos de troca e demanda chinesa explicam parcela relevante; 2009 registrou retração e 2010 teve base deprimida de comparação.

    Fonte: IBGE — Contas Nacionais · confiança 90/100

  • positivo documentadomajoritariamente herdadoimpacto altoMandatos 1–2

    Fato · Inflação recuou de 12,53% (2002) para patamar de 3% a 6% ao longo dos mandatos 1 e 2.

    Causa · Regime de metas (1999), câmbio flutuante, aperto monetário de 2003 e apreciação cambial no ciclo de commodities.

    Contraponto · O arcabouço antinflacionário é anterior a 2003; a decisão do governo foi mantê-lo, o que é mérito de continuidade, não de criação.

    Fonte: BCB / IBGE · confiança 90/100

  • negativo documentadoatribuicao parcialimpacto estruturalMandato 3

    Fato · Dívida bruta atingiu 81,9% do PIB e o déficit nominal 9,99% em 2026.

    Causa · Expansão de despesa obrigatória, precatórios, juros nominais elevados e desonerações mantidas.

    Contraponto · A Selic é decidida por Banco Central autônomo; o estoque de dívida e o passivo pandêmico foram herdados; o Congresso definiu parte das despesas obrigatórias.

    Fonte: STN / BCB · confiança 85/100

  • neutro contextualsem evidencia de causalidadeimpacto alto1999–2026 (atravessa governos)

    Fato · R$ 100 de 1999 equivalem a cerca de R$ 28 em poder de compra em 2026.

    Causa · Inflação acumulada de 27 anos sob cinco presidentes e expansão dos agregados monetários.

    Contraponto · Não é atribuível a um mandato específico; serve como régua de leitura de qualquer valor nominal do acervo.

    Fonte: IBGE — IPCA acumulado · confiança 90/100

  • positivo documentadoatribuicao parcialimpacto altoMandato 3

    Fato · Desemprego em mínimas históricas em 2025–2026.

    Causa · Crescimento do setor de serviços, renda real em alta, programas de crédito e transferência, e política de renda.

    Contraponto · A queda começou em 2021, antes do mandato; demografia, informalidade e desalento afetam a taxa; agro e ciclo externo contribuíram.

    Fonte: IBGE — PNAD Contínua · confiança 90/100

  • negativo documentadoatribuicao parcialimpacto estruturalMandato 1 (fato) / 2012 (decisão)

    Fato · Mensalão: julgamento da AP 470 no STF com condenações de dirigentes do partido e do governo.

    Causa · Esquema de pagamentos a parlamentares para sustentação da base, operado por dirigentes partidários e operadores financeiros.

    Contraponto · O presidente não foi denunciado na AP 470; responsabilidade penal reconhecida foi de dirigentes e operadores nomeados na decisão.

    Fonte: STF — AP 470 · confiança 100/100

  • controversosem evidencia de causalidadeimpacto estruturalPós-governo / Mandato 3 (efeito)

    Fato · Condenações no caso do tríplex e no caso do sítio de Atibaia foram anuladas pelo STF em 2021.

    Causa · Reconhecimento de incompetência da 13ª Vara de Curitiba e declaração de suspeição do juiz — decisão processual.

    Contraponto · Anulação por vício de foro e suspeição não é absolvição de mérito; tampouco confirma as condenações anuladas. As duas leituras opostas usadas no debate público extrapolam a decisão.

    Fonte: STF — HC 193.726 e correlatos · confiança 100/100

  • negativo documentadoatribuicao parcialimpacto altoMandato 3

    Fato · Descontos irregulares em benefícios do INSS apurados em 2025.

    Causa · Falha de controle na autorização de descontos associativos, com apuração de PF, CGU e TCU e devolução de valores.

    Contraponto · O mecanismo de desconto associativo é anterior ao mandato; a responsabilização individual segue em curso e denúncia não é condenação.

    Fonte: CGU / TCU / Polícia Federal · confiança 90/100

  • resultado mistoalta atribuicao ao governoimpacto medioMandato 3

    Fato · Protagonismo climático reconhecido (COP30, fundos florestais) com desgaste simultâneo em posições sobre regimes autoritários.

    Causa · Reposicionamento diplomático deliberado: retorno ao multilateralismo, agenda ambiental e mediação em conflitos.

    Contraponto · Reconhecimento externo e crítica externa convivem; a mesma escolha diplomática gerou ganho reputacional em clima e perda em direitos humanos.

    Fonte: ONU, FMI, The Economist, Foreign Affairs (ver seção Internacional) · confiança 75/100

Painel multidimensional

Sem nota única: cada dimensão carrega sua própria natureza de evidência e grau de atribuição.

DimensãoLeituraNaturezaAtribuição
Segurança alimentarSaída do Mapa da Fome em 2014 e 2025positivo documentadoalta atribuicao ao governo
Salário e rendaGanho real consistente do mínimo nos três mandatospositivo documentadoalta atribuicao ao governo
Educação superiorExpansão de vagas, ProUni, Fies e novas federaispositivo documentadoalta atribuicao ao governo
EmpregoDesemprego em mínimas históricas em 2026positivo documentadoatribuicao parcial
InflaçãoControle mantido sobre arcabouço anterior a 2003positivo documentadomajoritariamente herdado
CrescimentoAceleração 2004–2010, desaceleração posteriorresultado mistomulticausal
Setor externoSuperávits e reservas no ciclo de commoditiespositivo documentadomajoritariamente externo
Responsabilidade fiscalDívida bruta em 81,9% e déficit nominal de 9,99%negativo documentadoatribuicao parcial
TributaçãoReforma aprovada em 2023, efeito estrutural ainda em transiçãoresultado mistoatribuicao parcial
Poder de compra da moedaPerda acumulada desde 1999 sob cinco presidentesneutro contextualsem evidencia de causalidade
Integridade públicaMensalão, Lava Jato, Odebrecht, Pasadena, INSSnegativo documentadoatribuicao parcial
Situação judicial pessoal580 dias de prisão e condenações anuladas por incompetência de forocontroversosem evidencia de causalidade
Relações internacionaisGanho em clima e multilateralismo, desgaste em direitos humanosresultado mistoalta atribuicao ao governo
Reformas estruturaisPrevidência 2003 parcial; reformas tributária e administrativa incompletasresultado mistoatribuicao parcial

Comparação entre mandatos

Mandato 1 · 2003–2006

Herdou
Estabilidade monetária, LRF, metas de inflação, programas sociais precursores, acordo com o FMI
Entregou
Bolsa Família unificado, política de valorização do mínimo, quitação da dívida com o FMI, ProUni
Fator externo
Ciclo de commodities em aceleração e liquidez global crescente
Conta gerada
Aperto monetário inicial com PIB de 1,1% em 2003; carga tributária mantida acima de 33%
Controvérsia
Mensalão (2005), com condenações de dirigentes na AP 470 em 2012

Mandato 2 · 2007–2010

Herdou
Bolsa Família em escala, reservas em alta, inflação em 3,14%, ciclo externo favorável
Entregou
PAC, expansão de crédito e bancos públicos, resposta anticíclica à crise de 2008, novas universidades federais
Fator externo
Choque global de 2008–2009 e recuperação rápida de commodities
Conta gerada
Desonerações e crédito direcionado cujo custo fiscal apareceu no ciclo seguinte; PIB de 7,5% em 2010 sobre base deprimida
Controvérsia
Contratos e obras depois investigados na Lava Jato; Pasadena (2006, com efeitos posteriores)

Mandato 3 · 2023–2026

Herdou
Teto de gastos, reforma da Previdência de 2019, BC autônomo, passivo pandêmico, dívida acima de 70% do PIB
Entregou
Novo arcabouço fiscal, reforma tributária do consumo, Bolsa Família recomposto, Pé-de-Meia, saída do Mapa da Fome, protagonismo climático
Fator externo
Juros altos nos EUA, guerra na Ucrânia, tensão comercial global, eventos climáticos extremos
Conta gerada
Dívida bruta de 81,9% do PIB, déficit nominal de 9,99%, Selic de 14%
Controvérsia
Descontos no INSS (2025); posições sobre Venezuela e Israel criticadas externamente

Matriz de evidências

Réplicas não somam evidência: quando vários veículos reproduzem a mesma fonte original, vale o score da fonte original, uma única vez.

ScoreClasse de fonteUso no acervo
100Decisões do STF e documentos primários oficiaisFicha corrida, desfechos processuais, anulações
95Documentos oficiais internacionais (FAO, ONU, FMI)Segurança alimentar, avaliações macro, percepção internacional
90Bases oficiais e tribunais (IBGE, BCB, TCU, TSE)Indicadores, planos de governo, agregados monetários
85Documentos governamentais (RFB, STN, CGU, DIEESE)Carga tributária, dívida, salário mínimo, integridade
80Agências internacionais (Reuters, AP, AFP)Cronologia diplomática e crises
75Veículos de alta reputação e think tanksPercepção internacional, contexto político
50Investigação jornalística documentadaDossiê de evidências da Lava Jato, catálogo de frases
35Declaração de parte interessadaFrases e defesas, sempre rotuladas como declaração

Trilha de auditoria das conclusões

Conclusão → indicador → evento → causalidade → evidência → fonte.

  • Há mérito direto em segurança alimentar.

    Prevalência de subnutrição (FAO/SOFI)Saída do Mapa da Fome em 2014 e 2025Alta atribuição — decisão orçamentária e desenho de programa própriosFAO — SOFI (score 95)
  • O controle da inflação nos mandatos 1 e 2 é majoritariamente herdado.

    IPCA anual 1999–2010Manutenção do regime de metas e do câmbio flutuante a partir de 2003Arcabouço criado em 1999; mérito de continuidade, não de criaçãoBCB / IBGE (score 90)
  • A deterioração fiscal de 2026 tem atribuição parcial.

    Dívida bruta/PIB e resultado nominalExpansão de despesa obrigatória e juros nominais elevadosDecisão de gasto do Executivo e do Congresso somada a Selic definida por BC autônomoSTN / BCB (score 85)
  • A anulação das condenações não é absolvição de mérito.

    —Decisão do STF de 2021 sobre competência e suspeiçãoSem evidência de causalidade sobre os fatos julgados: decisão processualSTF — HC 193.726 (score 100)

Módulo replicável · aplicável a qualquer presidente ou governo

Compliance presidencial

Este módulo é replicável: aplicado a qualquer presidente, partido ou governo, usa os mesmos estados de informação, os mesmos doze eixos, o mesmo semáforo de evento e a mesma régua de confiança de fonte. O score é da evidência — nunca do presidente.

  • 12

    Eventos estruturados

  • 5

    Fatos documentados

  • 2

    Decisões judiciais

  • 0

    Condenações vigentes

  • 2

    Condenações anuladas

  • 0

    Absolvições

  • 1

    Investigações e acusações não julgadas

  • 1

    Alegações sem evidência suficiente

  • 3

    Eventos com recursos públicos

  • 4

    Vínculos internacionais documentados

  • 4

    Classificações internacionais

  • 3

    Fatos refutados

Qualidade média da evidência

83/100

Média do score de confiança das fontes dos eventos acima. Mede a evidência, não o presidente — não existe nota de governo neste módulo.

Exposição a risco por evento

  • 🟢 Sem achado documentado0
  • 🟡 Atenção / contexto3
  • 🟠 Exposição documentada a risco2
  • 🔴 Violação ou condenação vigente1
  • 🔵 Questão judicial / institucional4
  • ⚪ Informação insuficiente1
  • 🟣 Classificação internacional específica1

Como ler cada evento

  • Anulação de condenação não é absolvição: significa vício processual, sem julgamento do mérito.
  • Investigação não é culpa. Denúncia recebida não é condenação. Acusação não julgada não é fato provado.
  • Relação política, diplomática, empresarial ou pessoal não implica participação em crime.
  • Ser pessoa politicamente exposta (PEP) é uma categoria de monitoramento, não uma acusação.
  • Associação nunca é convertida automaticamente em responsabilidade, concordância ideológica ou causalidade.
  • O semáforo pertence ao evento, nunca à pessoa: a mesma pessoa pode ter eventos verdes, laranjas e azuis.
  • Repetição jornalística não gera evidência nova: matérias derivadas entram na mesma cadeia da fonte original.
  • Alegações graves (corrupção, fraude, lavagem, organização criminosa, terrorismo, financiamento ilícito) exigem uma fonte primária forte ou duas fontes independentes de alta credibilidade; sem isso permanecem como alegação não confirmada.
  • Toda classificação externa informa quem classificou, a data, o período coberto e a fonte. Rótulos isolados não são exibidos.
  • Classificação atual de pessoa, governo ou organização não é aplicada retroativamente a relacionamento antigo sem marcar a diferença de período.

Peso de cada tipo de fonte

100 · Decisão judicial definitiva ou documento primário oficial95 · Documento oficial internacional90 · Tribunal, base oficial de sanções ou organismo multilateral85 · Documento governamental80 · Reuters, AP ou AFP75 · Veículo jornalístico de alta reputação65 · Pesquisa acadêmica50 · Investigação jornalística documentada35 · Declaração de parte interessada25 · Fonte anônima15 · Alegação política5 · Rede social sem documentação0 · Sem fonte verificável

Linha do tempo de eventos

Mandato I · 2003–2006

  • 🔴 Violação ou condenação vigenteDecisão judicialEV-001 · 2005-06 – 2012-12

    Escândalo do Mensalão — Ação Penal 470

    O STF julgou o esquema de pagamentos a parlamentares para sustentação da base do governo entre 2003 e 2005. O então presidente não foi réu na AP 470; réus condenados incluíam dirigentes do PT e ministros do primeiro mandato.

    Integridade públicaCorrupção, suborno e tráfico de influênciaRecursos públicosGovernança
    Subcategoria
    Compra de apoio parlamentar
    Pessoas e entidades
    José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Supremo Tribunal Federal, Partido dos Trabalhadores, Banco Rural
    Documentos
    Acórdão AP 470/STF; Relatório final da CPMI dos Correios (2006)
    Cadeia de evidência
    STF — acórdão da Ação Penal 470 (2012) · 2 cadeia(s) independente(s) · confiança 100/100

    Contraponto · As condenações alcançaram dirigentes partidários e auxiliares; não houve denúncia nem condenação do presidente na AP 470.

Fora da Presidência · 2011–2022

  • 🔵 Questão judicial / institucionalCondenação anuladaEV-002 · 2016-03 – 2021-04

    Caso tríplex do Guarujá

    Condenação em 2017 (1ª instância) e 2018 (TRF-4) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com execução da pena a partir de abril de 2018.

    Corrupção, suborno e tráfico de influênciaLavagem de dinheiro (AML)Estado de Direito
    Subcategoria
    Vantagem indevida atribuída a contrato público
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva, 13ª Vara Federal de Curitiba, TRF-4, OAS
    Documentos
    Sentença 13ª Vara/Curitiba (2017); Acórdão TRF-4 (2018); Decisões do STF (2021)
    Cadeia de evidência
    STF — HC 193.726 e decisão de suspeição (2021) · 1 cadeia(s) independente(s) · confiança 100/100

    Contraponto · A anulação foi por incompetência do juízo e suspeição do julgador — decisão processual. Não houve absolvição de mérito nem novo julgamento sobre os fatos.

  • 🔵 Questão judicial / institucionalCondenação anuladaEV-003 · 2016-09 – 2021-04

    Caso sítio de Atibaia

    Condenação em 2019 pela 13ª Vara de Curitiba por corrupção passiva e lavagem, referente a reformas no sítio de Atibaia atribuídas a empreiteiras.

    Corrupção, suborno e tráfico de influênciaLavagem de dinheiro (AML)
    Subcategoria
    Reformas custeadas por empreiteiras
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva, Odebrecht, OAS, Schahin
    Documentos
    Sentença de 2019; Decisão do STF de abril de 2021
    Cadeia de evidência
    STF — anulação dos processos de Curitiba (2021) · 1 cadeia(s) independente(s) · confiança 100/100

    Contraponto · Anulação processual; os fatos não foram rejulgados por juízo competente.

  • 🔵 Questão judicial / institucionalFato documentadoEV-004 · 2018-04-07 – 2019-11-08

    Prisão em Curitiba — 580 dias

    Cumprimento de pena na Superintendência da PF em Curitiba entre abril de 2018 e novembro de 2019, encerrado após o STF declarar inconstitucional a execução antecipada da pena.

    Estado de DireitoResponsabilidade institucional
    Subcategoria
    Execução de pena antes do trânsito em julgado
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva, Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal
    Documentos
    Alvará de soltura (2019); Acórdão das ADCs 43/44/54
    Cadeia de evidência
    STF — ADCs 43, 44 e 54 (2019) · 1 cadeia(s) independente(s) · confiança 100/100

    Contraponto · A soltura decorreu de mudança de entendimento sobre execução de pena, aplicável a todos os condenados na mesma situação.

  • 🟣 Classificação internacional específicaFato documentadoEV-005 · 2018 – 2022-04

    Comitê de Direitos Humanos da ONU — devido processo (2018–2022)

    O Comitê analisou a comunicação sobre direitos políticos e imparcialidade do julgador e concluiu que houve violação de garantias de devido processo no período apontado.

    Estado de DireitoRelações internacionaisResponsabilidade institucional
    Subcategoria
    Pronunciamento de organismo multilateral
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva, Comitê de Direitos Humanos da ONU
    Documentos
    Views do Comitê (CCPR)
    Cadeia de evidência
    ONU — Comitê de Direitos Humanos, decisão de abril de 2022 · 1 cadeia(s) independente(s) · confiança 95/100

    Contraponto · As conclusões do Comitê não são vinculantes no direito interno e tratam do processo, não do mérito das acusações.

  • 🟠 Exposição documentada a riscoAcusação não julgadaEV-006 · 2017-05 – em curso

    Acervo probatório da Lava Jato reportado em 2017

    Levantamento jornalístico contabilizou cerca de 3 mil evidências, 13 casos e valores de propina atribuídos em investigações então em curso.

    Corrupção, suborno e tráfico de influênciaTransparência
    Subcategoria
    Volume de evidências em investigação
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva, Ministério Público Federal, Revista ÉPOCA
    Documentos
    Reportagem ÉPOCA 2017; Denúncias do MPF citadas
    Cadeia de evidência
    ÉPOCA — reportagem de maio de 2017 (peças do MPF) · 1 cadeia(s) independente(s) · confiança 50/100

    Contraponto · Volume de peças de acusação não equivale a fato provado; a maior parte dos casos foi arquivada, anulada ou não chegou a julgamento de mérito.

  • ⚪ Informação insuficienteSem evidência suficienteEV-012 · 2015 – em curso

    Alegações de enriquecimento oculto sem prova documental

    Circulam há anos alegações sobre patrimônio oculto, contas no exterior e propriedades não declaradas, sem apresentação de documento primário ou decisão que as sustente.

    Integridade públicaLavagem de dinheiro (AML)
    Subcategoria
    Alegação não confirmada
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva
    Documentos
    sem documento primário
    Cadeia de evidência
    Declarações políticas e conteúdo de redes sociais · 0 cadeia(s) independente(s) · confiança 15/100

    Contraponto · Sem fonte primária forte nem duas fontes independentes de alta credibilidade, permanece obrigatoriamente como alegação não confirmada.

Mandato III · 2023–atual

  • 🟡 Atenção / contextoFato documentadoEV-009 · 2023 – em curso

    Reoneração e metas fiscais no terceiro mandato

    Sucessivas revisões de meta de resultado primário e crescimento da dívida bruta para perto de 82% do PIB, com uso de créditos extraordinários fora da meta.

    Recursos públicosGovernançaTransparência
    Subcategoria
    Gestão orçamentária
    Pessoas e entidades
    Ministério da Fazenda, Tesouro Nacional, Banco Central, TCU
    Documentos
    Relatórios de resultado primário; Estatísticas fiscais do BCB
    Cadeia de evidência
    Tesouro Nacional e Banco Central — séries oficiais · 2 cadeia(s) independente(s) · confiança 85/100

    Contraponto · Parte do gasto responde a decisões judiciais e a eventos climáticos extremos; a trajetória da dívida também depende de juros e câmbio fora do controle direto do Executivo.

  • 🟡 Atenção / contextoFato documentadoEV-010 · 2003 – em curso

    Relações com governos sob classificação internacional restritiva

    Aproximação diplomática com Venezuela, Rússia, Irã e Cuba, países ou governos que possuem classificações independentes por terceiros (sanções, questionamento eleitoral, relatórios de direitos humanos).

    Relações internacionaisSançõesGovernança
    Subcategoria
    Relação diplomática documentada
    Pessoas e entidades
    Itamaraty, Governo da Venezuela, Governo da Rússia, Governo do Irã
    Documentos
    Notas à imprensa do MRE; Declarações conjuntas
    Cadeia de evidência
    Notas oficiais do Itamaraty e agendas presidenciais publicadas · 2 cadeia(s) independente(s) · confiança 85/100

    Contraponto · A classificação da entidade estrangeira pertence à entidade e ao período classificado; não é transferida à pessoa que mantém a relação diplomática.

  • 🟡 Atenção / contextoControversoEV-011 · 2024-07 – 2025-01

    Posição sobre a eleição venezuelana de 2024

    O governo brasileiro cobrou apresentação de atas e não reconheceu de imediato o resultado, mantendo canal com Caracas; observadores independentes apontaram falta de transparência.

    Relações internacionaisEstado de Direito
    Subcategoria
    Reação a processo eleitoral estrangeiro
    Pessoas e entidades
    Carter Center, ONU (painel de especialistas), União Europeia, Itamaraty
    Documentos
    Relatório preliminar do Carter Center; Notas do MRE
    Cadeia de evidência
    Carter Center e painel da ONU — relatórios de 2024 · 3 cadeia(s) independente(s) · confiança 95/100

    Contraponto · A avaliação sobre a conduta brasileira divide-se entre pressão por transparência e leniência diplomática; ambas as leituras são interpretações, não fatos.

Decisões posteriores

  • 🔵 Questão judicial / institucionalDecisão judicialEV-007 · 2016 – 2023

    Desfecho das ações penais e cíveis mapeadas

    Levantamento do conjunto de processos abertos contra o ex-presidente e seus desfechos: arquivamentos, absolvições, anulações e ações extintas sem julgamento de mérito.

    Estado de DireitoTransparência
    Subcategoria
    Balanço processual
    Pessoas e entidades
    Luiz Inácio Lula da Silva, STF, STJ, TRF-4, Justiça Federal do DF
    Documentos
    Andamentos processuais públicos
    Cadeia de evidência
    Consulta processual nos tribunais + levantamento Gazeta do Povo (2021) · 2 cadeia(s) independente(s) · confiança 90/100

    Contraponto · Nenhuma condenação segue vigente; a ausência de condenação não é declaração de inocência de mérito.

  • 🟠 Exposição documentada a riscoFato documentadoEV-008 · 2014 – 2024

    Recuperação de ativos e ressarcimentos da Lava Jato

    Valores devolvidos ao erário por acordos de leniência e colaboração em contratos investigados de estatais no período 2003–2014.

    Recursos públicosCorrupção, suborno e tráfico de influência
    Subcategoria
    Ressarcimento ao erário
    Pessoas e entidades
    Petrobras, CGU, MPF, STF
    Documentos
    Balanços de acordos de leniência; Demonstrações da Petrobras
    Cadeia de evidência
    Relatórios oficiais de acordos e ressarcimentos (MPF/CGU/Petrobras) · 2 cadeia(s) independente(s) · confiança 85/100

    Contraponto · Os valores decorrem de responsabilidade de empresas e agentes específicos; não há atribuição individual ao presidente nessas devoluções.

Classificações externas com autor e período

ClassificaçãoQuem classificouDataPeríodo cobertoA quem se aplica
Violação de devido processo reconhecidaComitê de Direitos Humanos da ONUabril de 2022processos de 2016–2021Estado brasileiro, no caso individual analisadoFonte: Views do Comitê (CCPR)
Governo com eleição sem transparência comprovadaCarter Centeragosto de 2024eleição presidencial venezuelana de 2024Governo da Venezuela — não a terceiros que mantêm relação diplomáticaFonte: Relatório de observação eleitoral
Regime sob sanções econômicasOFAC / Departamento do Tesouro dos EUA e União Europeiaprogramas vigentes desde 2014 (Rússia desde 2022)períodos definidos em cada programaEntidades e pessoas listadas nos programas — a listagem não alcança interlocutores diplomáticosFonte: Listas oficiais SDN/OFAC e Jornal Oficial da UE
Pessoa politicamente exposta (PEP)Regulação brasileira de PLD/FT (COAF/BCB) e padrões GAFIregra permanentedurante o mandato e por cinco anos após o términoTodo chefe de Estado e alta autoridade — categoria de monitoramento reforçado, não acusaçãoFonte: Circulares do BCB e recomendações do GAFI

Relações internacionais: pessoa → relação → entidade → classificação da entidade

  • Luiz Inácio Lula da SilvaEncontros bilaterais e mediação regionalGoverno da Venezuelaclassificação da entidade

    Período da relação: 2003–2010 e 2023–atual

    Eleição de 2024 sem comprovação de transparência; programas de sanções dos EUA e UE — Carter Center (2024); OFAC/UE (programas vigentes)

    A classificação pertence à entidade e ao seu período. Não é transferida à pessoa relacionada.

  • Luiz Inácio Lula da SilvaCooperação BRICS e visitas de EstadoGoverno da Rússiaclassificação da entidade

    Período da relação: 2003–2010 e 2023–atual

    Sanções amplas de EUA, UE e Reino Unido desde 2022; mandado do TPI contra o chefe de Estado (2023) — OFAC, UE, Reino Unido, Tribunal Penal Internacional

    A classificação pertence à entidade e ao seu período. Não é transferida à pessoa relacionada.

  • Luiz Inácio Lula da SilvaAcordo nuclear de Teerã (2010) e retomada de diálogoGoverno do Irãclassificação da entidade

    Período da relação: 2010; 2023–atual

    Programas de sanções por proliferação nuclear e direitos humanos — ONU (resoluções), OFAC, UE

    A classificação pertence à entidade e ao seu período. Não é transferida à pessoa relacionada.

  • Luiz Inácio Lula da SilvaFinanciamento do BNDES a obras no exteriorEmpreiteiras brasileiras em Cuba, Angola e Venezuelaclassificação da entidade

    Período da relação: 2003–2014

    Empresas depois alcançadas por acordos de leniência por corrupção internacional — MPF, DOJ (EUA), CGU

    A classificação pertence à entidade e ao seu período. Não é transferida à pessoa relacionada.

Alegações sem evidência suficiente

  • ⚪ Patrimônio oculto ou contas no exterior atribuídas ao presidente — sem documento primário, sem decisão e sem duas fontes independentes de alta credibilidade.
  • ⚪ Participação pessoal direta na operação do esquema julgado na AP 470 — o presidente não foi réu na ação e não há decisão que o afirme.
  • ⚪ Vínculo com financiamento de organização terrorista — nenhum documento oficial, lista de sanções ou decisão sustenta a alegação.

Fatos refutados

  • As condenações de Curitiba foram anuladas porque os fatos foram considerados inexistentes.

    As decisões do STF em 2021 tratam de incompetência do juízo e suspeição do julgador. Nenhuma delas examinou o mérito das acusações.

    Fonte: STF — HC 193.726 e decisão de suspeição (2021) · confiança 100/100

  • A saída da prisão em 2019 foi absolvição.

    Decorreu do julgamento das ADCs 43, 44 e 54, que vedou a execução da pena antes do trânsito em julgado — regra geral, aplicada a todos os réus na mesma condição.

    Fonte: STF — ADCs 43, 44 e 54 (2019) · confiança 100/100

  • O nome do presidente consta em lista internacional de sanções.

    Nenhuma consulta às listas oficiais (SDN/OFAC, UE, ONU) registra o nome. A alegação não tem fonte verificável.

    Fonte: Listas oficiais OFAC/UE/ONU · confiança 90/100

Contrapontos obrigatórios

  • Nos eventos de recursos públicos, o acervo registra tanto o ressarcimento ao erário quanto a ausência de atribuição individual comprovada.
  • Nos eventos de Estado de Direito, o acervo registra tanto as condenações que existiram quanto a irregularidade processual reconhecida depois.
  • Nas relações internacionais, o acervo registra a relação documentada e mantém a classificação com o seu autor e o seu período, sem estender a terceiros.

Conclusão documental do módulo: os números acima são indicadores objetivos de evidência e situação jurídica. Não geram nota do presidente, nem classificação de “bom” ou “ruim”, e não substituem decisão de autoridade competente.

Conclusão histórica

Sob critério único, o acervo não sustenta nem o retrato de gestão sem falhas nem o de gestão sem resultados. Sustenta um governo com mérito direto verificável em renda, fome e acesso ao ensino superior; com dependência relevante de herança institucional e de ciclo externo naquilo que teve melhor desempenho macroeconômico; com fatura fiscal e monetária transferida a períodos seguintes; e com custo institucional documentado em processos cujos desfechos precisam ser lidos exatamente como são — condenação, anulação, denúncia ou investigação —, sem conversão de um em outro.

Condição final

  • Há mérito direto documentado: redução da fome, expansão do ensino superior, ganho real do salário mínimo e desemprego em mínimas históricas em 2026.
  • Há herança determinante: o arcabouço de estabilidade que sustentou o crescimento de 2003–2010 foi construído antes de 2003.
  • Há sorte externa: o ciclo de commodities e a liquidez global explicam parte relevante do superávit comercial e do crescimento do período.
  • Há financiamento: crédito, bancos públicos, desonerações e expansão monetária sustentaram consumo cuja conta apareceu depois.
  • Há conta posterior: dívida bruta de 81,9% do PIB, déficit nominal de 9,99%, juros nominais de 8,80% e perda de 78,5% do poder de compra da moeda desde 1999 (R$ 100 de 1999 = R$ 21,46 em 2025, IPCA/IBGE).
  • Há custo institucional quantificado: Mensalão, Lava Jato, Odebrecht, Pasadena e descontos no INSS, cada um com período e responsáveis próprios.

Este relatório não emite veredito moral nem substitui decisão judicial. Cumprimento parcial é registrado como não cumprido integralmente; condenação anulada é registrada como anulada; investigação e denúncia não equivalem a condenação. Todos os números vêm de RFB, STN, BCB, IBGE, DIEESE, IPEA, TCU, CGU, AGU, STF, TSE, FAO e registros de imprensa citados em cada seção.